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TÓPICO: 101 - Classificação tipológica de Myers Briggs

101 - Classificação tipológica de Myers Briggs 5 anos 2 semanas ago #5

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A classificação tipológica de Myers-Briggs (do inglês Myers-Briggs Type Indicator - MBTI) é um instrumento utilizado para identificar características e preferências pessoais. Katharine Cook Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers desenvolveram o indicador durante a Segunda Guerra Mundial, baseadas nas teorias de Carl Gustav Jung. Este sistema usa letras que indicam características das funções psíquicas, e que quando identificadas podem apresentar um perfil da personalidade do individuo.

O sistema é baseado na ideia de representar as características cognitivas por letras dispostas de forma dicotómicas. Sendo assim, 4 letras formam um tipo, e cada uma dessas letras apresentam 2 possibilidades.

Assim:
1ª Letra: Introversão (I) ou Extroversão (E).
2ª Letra: Sensorial (S) ou Intuitivo (N)
3ª Letra: Racional (T) ou Sentimental (F)
4ª Letra: Perseptivo (P) Ou Julgador (J)

A combinação destas 4 letras caracteriza uma personalidade. Assim, são 16 os Tipos de personalidade. (por exemplo, INFP)

Dinâmica das funções: Cada individuo possui 4 Funções (habilidades, interesses e elementos que caracterizam a interacção do individuo com o mundo e consigomesmo). Estas podem ser classificadas como racionais, ou de Percepção (T e F), e irracionais, ou Julgamento (N e S). Tais características funcionais não se dispõem de forma igualitária e simultânea no indivíduo, mas existe uma preferência natural para uma ou outra. Cada individuo possui uma hierarquia de funções que determina sua personalidade. Algumas funcionam voltadas para o mundo interno, outras para o mundo externo.

Cada função pode ser entendida, na prática e de forma superficial, assim (sendo X a letra que representa a função, Xi é função introvertida e Xe é função extrovertida):

Percepção

Se: Capta a realidade do mundo físico, através da experimentação e teste para perceber as reações e limites e assim definir o que é relevante.

Si: Valoriza as experiências passadas, tentando lembrar-se de como reagiu, como se reage normalmente e a que outra recordação isso se relaciona, detalhadamente.

Ne: Abre um leque de possibilidades, tentando entender outros significados e novas formas de se fazer.

Ni: Intuitivamente tenta aprofundar e projectar as consequências no futuro.

Julgamento

Fe: Pensa no grupo e nas pessoas, tentando entender o que é necessário para que haja harmonia.

Fi: Julga o que é realmente importante de acordo com seus sentimentos e valores e age de acordo com estes.

Te: Tenta aplicar a lógica e organizar, tentando manter eficiência e objetividade.

Ti: Tenta entender os modelos e estruturas, analisar e descobrir o funcionamento das coisas.

As funções dispõem-se em:
Função primária (ou dominante): A função que rege o individuo. A qual se tem maior consciência e uso. Cada personalidade é voltada para onde sua função primária aponta.
Função auxiliar (ou secundária): Funciona para manter um equilíbrio do mundo externo e interno. Não rege o individuo, mas é "consultada" de forma secundária.
Função terciária: É mais consciente que a função secundária, porém menos utilizada na prática. É uma função que confunde em suposições e envolvimento superficial.
Função inferior: Está em nível inconsciente, de forma independente e irregular. Equilibrada quando se equilibra o mundo interior e exterior, mas caso contrário, manifesta-se com comportamentos infantis. Como um ENFJ, que de tanto se preocupar com os outros (com os fatores externos) pode se tornar crítico e rígido.

Se o individuo é I, sua função dominante é I, a auxiliar é E, a terciária I e inferior E.

Sobre cada letra:

1ª Letra: Apresenta a direção de energia do individuo, o seu foco e os comportamentos que são consequências dessa direção.
E - (Extrovesão): Energia externalizada. Indivíduos focados no ambiente ao seu redor. Obviamente todas as pessoas possuem olhos para observar o que está fora de si mesmo, mas o foco aqui são os processos cognitivos. Os Extrovertidos são geralmente muito ativos, expansivos, podem sentir prazer em conversar e fazer-se notar. Não gostam de grandes períodos de solidão e geralmente falam bastante, valorizando a exposição de opinião.
I - (Introversão): Pessoas Introvertidas têm seu foco nos seus pensamentos e sentimentos. Não é que eles sejam individualistas, fechados, anti-sociais ou egoístas, mas valorizam o trabalho pessoal, a conservação de energia, crescimento individual e a opinião própria. Geralmente estas pessoas preferem trabalhar sozinhos e sentem que as actividades grupais excessivamente ativas são desgastantes.

Exemplo de diferença: Quando sozinho, o Extrovertido procura atividades e pessoas, enquanto o Introvertido pode ler um livro e ouvir música, sem necessitar de companhia. Já numa conversação, o Extrovertido vai querer participar e falar, enquanto o introvertido vai pensar bem no que vai dizer, pois não sente necessidade de expor seus pensamentos e sentimentos.

2ª Letra: É a forma de receber e assimilar informações do mundo externo ou interno.
S - (Sensorial): Assimilam informações priorizando os cinco sentidos. Gostam daquilo que se pode manipular e tocar, valorizam a prática e não costumam refletir as ações, por acreditarem que o mais importante é fazer acontecer. De uma forma geral, eles são fatalmente realistas e focados no aqui e no agora.
N - (Intuitivo): Pessoas assim costumam pensar mais do que agir, pois confiam na sua intuição para assimilar informações. São imaginativos e criativos, bons em entender a ideia geral e entender as conexões e ligações entre elas.

Exemplo de diferença: Numa palestra, por exemplo, um Sensorial presta atenção a cada palavra dita, em cada mensagem que lhes for passada, já os Intuitivos costumam ouvir já imaginando outras conexões e as vezes descobrir o que o palestrante vai falar antes mesmo de isto acontecer.

3ª Letra: A terceira letra específica os critérios e a forma como os Tipos julgam e tomam decisões.
T - (Racional): Os racionais são aqueles que valorizam seu lado lógico para entender as coisas. Geralmente entendem o mundo através de modelos rígidos. Valorizam as regras e leis que regem as ciências, pois estas são baseadas na razão. Por vezes podem ser demasiadamente durões e firmes, é pelo fato de valorizarem a justiça e o cumprimento dos objetivos sem interferência dos sentimentos.
F - (Sentimental): Os F's são muito flexíveis. Confiam no sentimento e nos valores próprios ou dos outros para julgar e agir, e assim, mostram-se atentos para não ferir ou prejudicar os outros. Entendem que para as regras, há exeções, pois existe o fator “sentimento” que não é sempre considerado. Valorizam o perdão e a harmonia.

Exemplo de diferença: Em situações que possa magoar os outros ou a si mesmo (despedir um funcionário, acabar um relacionamento, etc...) os Ts fazem por fazer o que está certo. Os Sentimentais lutam para encontrar meios de escapar deste tipo de situação. Mas se o sentimento é mais relevante que a razão para decidir, por exemplo, na hora de corrigir uma criança, os Racionais tendem a serem rigorosos mostrando causas e consequências, enquanto os Fs mostram-me mais condescendentes e vai tentar influenciar a criança, a partir dos próprios sentimentos, a fazer as coisas da maneira certa (não necessariamente de maneira "doce", às vezes de forma dura, mas de acordo com o que a criança sente).

4ª Letra: A 4ª letra foi criada por Isabel Briggs com o objetivo de indicar a direção das 4 funções (Racional, sentimental, intuitivo e sensorial). A ideia de “direção” de funções é a idéia de Processos Cognitivos.
Os Julgadores apresentam a 3ª letra extrovertida e a 2ª introvertida, ou seja, valorizam o julgamento antes da percepção.
Os Perseptivos apresentam a 2ª letra extrovertida e a 3ª introvertida, ou seja, valorizam a assimilação antes do julgamento.

A consequência disso é a aparição de dois diferentes estilos de vida:
P - (Perceptivo): Os perceptivos (P's) costumam ter a sua percepção do mundo evidente. Apresentam-se resistentes a um julgamento prévio, e costumam deixar para decidir no momento em que reunirem o maior número de informações. São procrastinadores, mas bons improvisadores, sabendo lidar com novas informações sem a necessidade de planeamento.
J - (Julgador): Antes de tudo, é importante para os J's a compreensão prévia de todo o problema e um planeamento da atitude. Não necessariamente um mapa com uma rota decidida, mas um mínimo de aproximação de horários e ações que devem ser cumpridos. São planeadores natos, preocupados com prazos e responsáveis.

Exemplo de diferença: Na necessidade de decidir algo, como o caminho a seguir por exemplo, os Js tendem a procurar reunir todas as informações antes de decidir seguir, já os Ps vão até o caminho, e talvez mudem de ideia no meio.
"Beware that, when fighting monsters, you yourself do not become a monster... for when you gaze long into the abyss. The abyss gazes also into you."
Última Edição: 5 anos 2 semanas ago por administrator.
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